Essa semana foi bem cansativa, no sentido de manter a perseverança.Cada vez mais percebo que essa é a palavra de ordem para ser um bom professor, mas como é difícil mantê-la. Digo isso porque quando começa-se um projeto é preciso levá-lo ao máximo de possibilidades e muitas vezes a tendência é desistir ou trocar de foco quando as dificuldades surgem.E aqui não venho falar só das dificuldades de aprendizagem que encontrei nos alunos, mas das que se apresentam para executar o planejamento, as adversidades e imprevistos diários e cotidianos de uma escola pública.Mas a barreira maior está sendo mesmo desenvolver a capacidade de pensar.Como assim, todos pensam não é?Lógico, mas pensam por si, tem idéias próprias, tem senso crítico, distinguem o que querem e sonham do que têm de fazer? A escola reproduz o sistema quando proporciona aos alunos cópias, respostas prontas nos textos, um saber pronto, elaborado, fácil de encontrar e de reproduzir.
É como diz Rubem Alves “Ler só para saber o que o autor do livro está dizendo produz erudição: o texto no livro é transferido para dentro da cabeça.isso aumenta os arquivos da memória, mas não desenvolve a inteligência.Há muitos idiotas que têm memória perfeita.Muitos eruditos são capazes de discorrer sobre tudo, mas são incapazes de pensar pensamentos próprios.”
Assim posso reforçar, o que mais me desgastou essa semana e que por vezes me levou a exercitar minha paciência,foi essa imensa barreira que os alunos têm, alunos inteligentes,capazes e criativos mas que não apresentam suas idéias, não expõem suas opiniões e tem um entrave para interpretar.Mas nada que não possa ser revertido, já que se trata de capacidades e essas podemos desenvolver com planejamento e objetivos adequados.
Fui em busca de fundamentos teóricos, pesquisas para relembrar as etapas por que passa a criança no que diz respeito a noções de espaço e tempo.ocorreu que os meus alunos não tem noções de lateralidade, nem de tempo (horas,dias,meses), e me surpreendi com isso.Então fui pesquisar para entender melhor a questão e tentar auxiliá-los nesse sentido, até porque um dos pontos do projeto envolve localizar-se no tempo e no espaço, perceber-se para depois perceber os com quem convivem e as diferenças que existem entre todos nós.Segundo Aracy Rego “saber ler o mundo social e desvendar a sua lógica; conhecer as regras e as leis que regem a organização e estruturação do espaço, desde o espaço cotidiano da criança até o espaço-nação – isso tudo significa educar-se e educar a criança para saber pensar o espaço, para saber nele se organizar, para saber nele combater”.Nesse sentido a dinâmica realizada foi muito útil e estou pesquisando outras que envolvam localização e utilização de relações espaciais para também desenvolver a lateralidade, embora acredite que poderia ter sido trabalhado em etapas anteriores dos alunos.
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sexta-feira, 30 de abril de 2010
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Motivação!
Trabalhamos muito a questão da individualidade de características essa semana.Quando falamos de diferenças foi nítida a concepção de que elas são representadas fisicamente, valorizando o exterior.No entanto quando surgiu a questão da “cor da pele” foi muito difícil citarem os indígenas, e por vezes falaram “os brasileiros”, como se os indígenas fossem estrangeiros ou até seres imaginários, algo assim.Surgiu o questionamento porquê as peles são diferentes e foi uma ótima oportunidade para falarmos de melanina e do surgimento da humanidade possivelmente ter começado na África, que tornou possível a ligação entre os diferentes lugares do planeta terra e as necessidades que foram moldando as culturas e muitas de suas características.
Fiquei muita satisfeita com a curiosidade pelos costumes indígenas, todos queriam ver as gravuras e fotos que trouxe e demonstraram muito interesse pelo filme sobre o Marechal Rondon e suas atitudes intrépidas.Logo o caracterizaram como homem heróico por sua história de vida.
Sinto a confiança dos alunos de forma crescente e cada vez mais afetivos e seguros na minha presença e isso tem sido muito bom.Consegui que me contassem sobre suas vidas o suficiente para que eu compreendesse certas atitudes e formas de pensar.Conseguimos estabelecer conceitos importantes a respeito de diversidade, etnia e cultura.Quanto aos conteúdos, estão sendo alcançados os objetivos gradualmente.Alguns alunos ainda apresentam bastante dificuldade e eu ainda busco apoio.Conseguimos que um aluno fosse encaminhado para oftalmologista pois apresenta sinais de estrabismo, devido aos quais desconfiei que estaria copiando coisas trocadas e também escrevendo respostas equivocadas.
Fiquei bastante emocionada com um aluno que não tinha documento nenhum pois a casa dele recentemente incendiou-se e quando conseguimos uma cópia da certidão de nascimento que estava na secretaria ele ficou muito feliz.
A questão da sala de informática tem sido ainda uma dificuldade para usar mas insistindo consegui.Os alunos estão cada vez mais encantados com o uso do computador e já apresentam progressos significativos, pois alguns também utilizam em turno inverso no projeto “Mais Educação”.
Concluindo, foi uma semana muito produtiva e cada vez mais me entusiasmo.Me vejo mais dedicada a docência, preocupada com a questão da interdisciplinaridade como facilitadora da aprendizagem e também na busca de novidades que tornem o processo mais atraente e
Motivador.As idéias afloram naturalmente e é muito bom lembrar também das atividades que realizamos em semestres anteriores e que agora estão sendo de grande valia.
Fiquei muita satisfeita com a curiosidade pelos costumes indígenas, todos queriam ver as gravuras e fotos que trouxe e demonstraram muito interesse pelo filme sobre o Marechal Rondon e suas atitudes intrépidas.Logo o caracterizaram como homem heróico por sua história de vida.
Sinto a confiança dos alunos de forma crescente e cada vez mais afetivos e seguros na minha presença e isso tem sido muito bom.Consegui que me contassem sobre suas vidas o suficiente para que eu compreendesse certas atitudes e formas de pensar.Conseguimos estabelecer conceitos importantes a respeito de diversidade, etnia e cultura.Quanto aos conteúdos, estão sendo alcançados os objetivos gradualmente.Alguns alunos ainda apresentam bastante dificuldade e eu ainda busco apoio.Conseguimos que um aluno fosse encaminhado para oftalmologista pois apresenta sinais de estrabismo, devido aos quais desconfiei que estaria copiando coisas trocadas e também escrevendo respostas equivocadas.
Fiquei bastante emocionada com um aluno que não tinha documento nenhum pois a casa dele recentemente incendiou-se e quando conseguimos uma cópia da certidão de nascimento que estava na secretaria ele ficou muito feliz.
A questão da sala de informática tem sido ainda uma dificuldade para usar mas insistindo consegui.Os alunos estão cada vez mais encantados com o uso do computador e já apresentam progressos significativos, pois alguns também utilizam em turno inverso no projeto “Mais Educação”.
Concluindo, foi uma semana muito produtiva e cada vez mais me entusiasmo.Me vejo mais dedicada a docência, preocupada com a questão da interdisciplinaridade como facilitadora da aprendizagem e também na busca de novidades que tornem o processo mais atraente e
Motivador.As idéias afloram naturalmente e é muito bom lembrar também das atividades que realizamos em semestres anteriores e que agora estão sendo de grande valia.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Estágio...
Na beira da praia...
Começando a etapa final...Antagônico e real ao mesmo tempo.Mas com certeza nem começando, nem final.Penso que nosso estágio desenvolveu-se ao longo do curso mesmo sem percebermos, sem sentirmos.Em cada experimentação suscitada pelas interdisciplinas que se entremearam tão plenamente, fomos materializando as teorias que estudamos.Em cada atividae que criamos, cada ideia nova que surgia, a cada sensação de confiança no que fazemos foi se construindo a aprendizagem e se concretizando o nosso novo conhecimento.Se não estamos aptos a exercer a docência, como conseguimos então vencer etapas tão exigentes, em que a cada momento precisamos oferecer e porque não, encontrar o melhor de nós...
Vencemos o desafio do trabalho a distância, aliás para muitas de nós um imenso desafio.Acredito que agora é só deixar vir a tona toda essa "navegação" que fizemos, umas remando, outras em motor possante, algumas à nado...Mas chegamos e com certeza:
NÃO VAMOS MORRER NA BEIRA DA PRAIA!
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